Aprender a Cuidar do Conflito: o Mestrado para Construir Convivência
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| Mestrado, Gestão de Conflitos e Cidadania na Universidade Lusófona |
Vamos pensar juntos: um conflito pode começar numa palavra e prolongar-se durante anos quando ninguém encontra espaço para ser ouvido. Nas escolas, nas famílias ou nos locais de trabalho, convivemos com divergências que a boa vontade, por si só, nem sempre consegue transformar. Intervir nestas situações exige preparação, consciência dos próprios limites e capacidade de compreender o que está em jogo para cada pessoa.
É neste horizonte que merece atenção o Mestrado em Mediação, Gestão de Conflitos e Cidadania, da Universidade Lusófona — Centro Universitário do Porto. Integrado na Faculdade de Psicologia e Educação, decorre integralmente a distância, ao longo de três semestres, com 90 ECTS. Dirige-se sobretudo a licenciados em Educação, Ciências Sociais e áreas afins, bem como a profissionais de contextos educativos, comunitários, culturais, jurídicos e organizacionais, nos termos das condições de acesso.
A proposta conjuga o estudo dos conflitos e dos modelos de mediação com direitos humanos, cidadania, ética e equidade. O percurso culmina numa dissertação ou num trabalho de projeto, permitindo aprofundar a investigação ou desenvolver uma proposta de intervenção fundamentada. Esta associação merece ser sublinhada: perante um conflito, importa compreender tanto as relações entre as pessoas como as condições em que podem participar, expressar-se e ser reconhecidas.
Um dos aspetos mais interessantes é a presença de uma unidade curricular dedicada à intervisão e à supervisão em mediação. O programa contempla observação, reflexão, feedback e análise de dilemas éticos, recorrendo também a estudos de caso e simulações. Há aqui uma exigência que importa valorizar: quem acompanha o conflito dos outros precisa também de interrogar o seu próprio olhar, reconhecer pressupostos e rever decisões.
A formação inclui ainda a mediação em ambientes digitais, com atenção à segurança, à privacidade e à responsabilidade na utilização das tecnologias. Entre as opções encontra-se o desenvolvimento de competências emocionais, interculturais, relacionais e sociais. São dimensões particularmente relevantes quando uma conversa atravessa diferenças culturais, quando o ecrã condiciona a relação ou quando a emoção dificulta a compreensão recíproca.
Para os leitores da Revista CNV Portugal, identificamos nesta proposta uma afinidade com a valorização da escuta, da dignidade e da participação. Essa aproximação não permite apresentar o mestrado como uma especialização em Comunicação Não Violenta; convida, antes, a reconhecer um espaço académico onde estas preocupações podem encontrar aprofundamento crítico.
Aprender a mediar implica aceitar que o entendimento exige trabalho e que nenhuma técnica dispensa a responsabilidade perante o outro. Uma sociedade capaz de cuidar dos seus conflitos começa também nas oportunidades que cria para aprender a fazê-lo.
Escute a Prof. Dra. Elisabete Pinto da Costa, onde pode descobrir os principais fatores diferenciadores deste mestrado, as competências práticas e interpessoais desenvolvidas ao longo do curso e a sua relevância para quem pretende intervir em contextos sociais, educativos ou comunitários, através da mediação, resolução de conflitos e promoção da cidadania.
Informações sobre o programa e candidaturas: Mestrado em Mediação, Gestão de Conflitos e Cidadania — Universidade Lusófona.

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