A Biblioteca Escolar não pode ser jamais um lugar de castigo
Biblioteca Escolar: um abrigo de paz e leitura Imaginemos um aluno à porta da biblioteca. Traz o caderno debaixo do braço, o rosto fechado e uma ordem que o acompanha desde a sala de aula: foi mandado para ali porque se portou mal, informa a Assistente Operacional à responsável da Biblioteca Escolar. Do outro lado, alguém passou a manhã a escolher livros, a preparar uma atividade, um exposição, uma efeméride, a procurar maneiras de fazer entrar quem ainda não descobriu o prazer de ler. Encontram-se à mesma porta duas intenções que a escola deveria ter dificuldade em conciliar: uma convida; a outra manda cumprir pena . O aluno entra. Antes de abrir qualquer livro, já recebeu uma mensagem sobre o lugar onde está. Nas escolas onde a biblioteca é utilizada como destino punitivo para alunos retirados da aula, esta contradição merece uma discussão séria . Até podemos compreender o cansaço de quem toma essa decisão e questionar o seu sentido pedagógico. A familiaridade de uma prática nã...