Quando as cores desaparecem: por que escrevi A Lira Sonhadora e o Arco-Íris Eterno
Capa do livro infantil A Lira Sonhadora e o Arco-íris Eterno Há livros que se escrevem com a razão. Outros nascem da memória. E há aqueles que parecem escrever-nos a nós próprios. A Lira Sonhadora e o Arco-Íris Eterno pertence, para mim, a esta última categoria. Embora seja o meu primeiro livro destinado ao público infantil e juvenil, nunca o imaginei como um livro "apenas para crianças". Acredito que todos os grandes livros infantis são, na verdade, livros para pessoas de todas as idades. As crianças lêem a história. Os adultos descobrem nela aquilo que, entretanto, foram esquecendo. Vivemos num tempo extraordinariamente competente a produzir tecnologia, eficiência e velocidade. Nunca viajámos tão depressa, nunca comunicámos tanto, nunca tivemos acesso a tanta informação. E, paradoxalmente, talvez nunca tenhamos corrido tanto o risco de perder as cores. As cores da curiosidade. As cores da escuta. As cores da empatia. As cores da contemplação. As cores da imaginação. Na C...


