Sou uma pessoa muito pacífica. O problema são os outros.
Paz ao espelho, irritação no reflexo Defendemos a empatia, a tolerância e o respeito. Depois alguém demora a arrancar no semáforo. Uma visita bem-humorada às pequenas contradições com que atravessamos o dia e ao que a Comunicação Não Violenta nos pode ajudar a reconhecer. Proponho uma experiência: acompanhar um dia na vida de uma pessoa razoável, educada, defensora dos direitos humanos e profundamente preocupada com a falta de civismo. Não lhe daremos nome, por respeito à privacidade de todos nós. A personagem é imaginada; os hábitos, infelizmente, dispensam grande imaginação. Se, durante a leitura, reconhecer imediatamente o seu marido, a sua esposa, um colega ou aquele amigo impossível, faça o favor de rodar o espelho. A experiência começa do lado de cá. 8h15 — A paz mundial termina numa rotunda A nossa pessoa pacífica entra no carro depois de publicar uma frase sobre a importância de aceitar os ritmos de cada um. Quatro minutos depois, encontra um condutor que leva es...