Quando a sala de aula deixa de ser um campo de batalha em 6 cenas
O Dominó do Conflito e a CNV O papel da Comunicação Não Violenta na gestão de conflitos escolares Há dias em que uma sala de aula se assemelha a uma longa fileira de peças de dominó. Basta uma palavra impensada, uma gargalhada no momento errado, um olhar interpretado como provocação, uma recusa, uma resposta atravessada ou uma ordem proferida num tom mais duro para que tudo comece a cair. O professor encontra-se no centro desse movimento, tentando ensinar, proteger, escutar, decidir e impedir que um episódio aparentemente pequeno se transforme numa sucessão de danos. A imagem que acompanha este artigo simboliza precisamente esse momento: uma mão interrompe a queda das peças. Não apaga o que aconteceu, não restitui imediatamente a ordem nem devolve cada peça ao lugar inicial. Impede, contudo, que a perturbação se propague. Na escola, a Comunicação Não Violenta pode desempenhar essa função. Não é uma mão autoritária que esmaga o conflito, nem uma mão hesitante que permite tudo. É...
