30 outubro 2006

Buda e Gandhi

“Se o ódio responder ao ódio, como acabará o ódio?
Buda

“Aproxima-te do sábio que condena os teus erros.”
Buda

“Somos o que pensamos. Tudo o que somos resulta dos nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos, construímos o mundo.”
Buda

“Seja qual for o número de palavras sagradas que leia, que pronuncie, que bem lhe farão se os seus actos não condizem com elas?”
Gandhi

"A felicidade existe quando os vossos actos estiverem de acordo com as vossas palavras."
Gandhi

"Comece por mudar em si aquilo que deseja mudar à sua volta."
Gandhi

"Vive como se tivesses de morrer amanhã. Aprende como se tivesses de viver para sempre. "
Gandhi

"Como aprender a conhecer-se a si mesmo? Pela meditação, nunca, mas sim pela acção. "
Gandhi

25 outubro 2006

Gosto desta sabedoria índia! Muitas vezes, deita por terra os nossos pretensos saberes. Aqui vai também um bocadinho dessa mesma sabedoria, colhida por Carlos Castaneda, um estudioso da sabedoria dos xamãs:
"Um homem comum está preocupado demais com gostar das pessoas e em que gostem dela. Um guerreiro gosta e pronto. Gosta de quem ou daquilo que bem entender, porque sim".
(Carlos Castaneda, em A Roda do Tempo)

24 outubro 2006

23 outubro 2006

Crónica - O amor não dá direito algum

"O amor não dá nenhum direito. Seria importante dizer que dá deveres, mas estes, por vezes… são esquecidos. O amor não dá o direito de impor seja o que for ou de maltratar, seja psicologicamente, moralmente ou até fisicamente aquele ou aquela que amamos. O amor não dá o direito de exigir do amado (ou da amada) que ele seja assim ou de outra forma; que ele se vista daquela maneira; que ele faça como o outro quer ou não…

E, no entanto, é isso que acontece em muitas relações amorosas ou de casal. Um dos dois, porque ama, impõe exigências. Espera que o outro corresponda às suas expectativas, satisfaça os seus desejos, mitigue as suas necessidades. E o outro, porque se sente amado (ou gostaria de ser mais amado ou ainda mostrar toda a beleza do seu amor, para agradar, para não magoar, para não gerar problemas no casal) ,vai aceder aos pedidos e expectativas do primeiro.

“Deverias parar com os estudos; deverias gastar menos; deverias gostar de fazer amor mais vezes comigo; deverias gostar da tua mãe; deverias ser mais simpático; estar mais presente…"

Temos, é claro, homem ou mulher, o direito de ter desejos e aspirações. Temos o direito de desejar partilhar mais com o outro, que ele esteja mais presente, mais atento, mas essas necessidades podem ser expressas através de pedidos abertos e não através de juízos de valor, acusações ou exigências disfarçadas.

É próprio de um desejo poder ser enunciado, o que não significa que ele possa ser sempre concretizado ou satisfeito.

E, contudo, é o que se passa geralmente. Aquele ou aquela que emite um desejo quer que o outro o satisfaça e, por vezes mesmo, fazer sentir àquele ou àquela que resiste o peso da culpa com sentimentos “Se me amasses mesmo; se sentisses mesmo amor por mim, não dirias essas coisas…”.

Ou ainda uma pressão ligada aos papéis que se atribuem ao outro. “Na minha família, a minha mãe nunca discutia sobre o que o meu pai dizia. Ela sabia que estava ali para satisfazer as suas necessidades, para lhe evitar preocupações…”

Apesar das aparências, as relações de força entre homens e mulheres não mudaram muito em 50 anos. Houve mutações e alterações importantes nos modos de vida, no lugar da mulher na sociedade. É evidente que há mais mulheres a aceder a uma autonomia financeira; que muitas fizeram estudos, têm uma abertura de espírito que deveria permitir-lhes evitar a dependência, definir-se melhor, respeitar-se, afirmar-se. Porém, diante delas, há homens que tiveram mães que quase sempre lhes satisfizeram todos os seus desejos; que lhes deixaram acreditar que os desejos deles eram mais importantes que as necessidades delas; que se devotaram, se sacrificaram.

Será necessário, pelo menos, duas gerações para fazer evoluir as estruturas mentais que regem em profundidade as relações entre homens e mulheres.

Mas não é em vão começar… Já!"


Crónica
de
Jacques Salomé,
L'amour ne donne aucun droit
traduzida por José Paulo Santos,
com autorização e proposta expressa do seu autor.

________________________

Jacques Salomé é autor de:

* Aimer et se le dire. Niculescu
* Le courage d'être soi. Curtea Vecche
* Jamais seuls ensemble. Curtea Vecche.

Ao abandono...

"... na busca cordial de uma solução, se obtém uma qualidade de escuta e de respeito de tal ordem que a solução concreta por fim encontrada acaba por ser acessória à própria relação, e não o contrário!"


"Quantas vezes, no nossos relacionamentos, a qualidade da relação se torna acessória quando confrontada com os problemas concretos! Resolvem-se primeiro as questões de intendência, ou seja, de organização material, e só depois tratamos de nos entender, se sobrar tempo..."

"Enquanto eu não fizer o ponto da situação relativamente às minhas várias necessidades, sujeito-me a adoptar cegamente uma atitude que preencha uma única necessidade, pondo de parte todas as outras. O risco que se corre é a crispação na vida e, por fim, a anestesia."

"Se recalcarmos uma parte de nós sem nos darmos previamente ao trabalho de acolhê-la, arrastaremos para sempre connosco essa parte abandonada, porque não lhe dedicámos o necessário tempo de luto - já que nem sequer a deixámos viver. Essa parte de nós, deixada ao abandono, irá então pesar intensamente sobre as partes realmente vivas, pondo em risco o nosso impulso vital."

(D'Ansembourg)

O que EU quero...

"Estou muitas vezes consciente do que não quero
e queixo-me disso a alguém que não é competente para me ajudar.
Posso trabalhar a consciência do que quero
e dirigir o meu pedido a uma pessoa competente..."

"A comunicação consciente e não violenta
convida-nos a identificar e tomar consciência da necessidade
que existe por detrás da carência,
e a expô-la à pessoa competente para nos ajudar,
sendo que esta corresponde muitas vezes a nós próprios"

(D'Ansembourg)

Sofrimento para crescer

"...sinto uma grande tristeza ao observar o quanto o ser humano é capaz de se deixar penetrar pelo próprio sofrimento, ao ponto de já não poder tirar partido da situação para crescer. Também receio que a pessoa paralisada nessa atitude e bloqueada nesse estado só regresse ao movimento e à vida sob o efeito do choque provocado por um acidente, uma ruptura, uma doença ou um desgosto".

(D'Ansembourg)



Por que esperamos? Será necessário chegar tão fundo para compreendermos as nossas necessidades e os nossos sentimentos que nos levam à mudança? Será necessário tanta dor para tomarmos consciência do que sentimos e do que necessitamos?

E quem arrastamos connosco
nessa longa caminhada para o sofrimento,
além daqueles que amamos?


Cuidar é...

CUIDAR NÃO É RESPONSABILIZAR-SE POR...

"Cuidar é ajudar o outro a viver o que ele tem que viver! Não é impedi-lo disso, nem tentar poupá-lo a um sofrimento que está no seu caminho, minimizando-o ou carregando o seu peso; é sim ajudá-lo a enfrentar a sua dificuldade, a mergulhar no seu sofrimento para dele se poder libertar, com consciência de que esse caminho só ao outro pertence e que ninguém o pode percorrer no seu lugar"

(D'Ansembourg)

Cada um tem o poder de abrir a porta à oportunidade
de conhecer uma responsabilidade nunca antes imaginada ou concretizada.


O bom São Bernardo...

"Como poderíamos nós confiar na capacidade de estar do outro, sem termos confiança na nossa?

O risco que corremos, ao responsabilizarmo-nos pelo outro, é estarmos inconscientemente a cuidar do NÃO do outro mas sim de nós próprios, da nossa imagem de bom são bernardo, de salvador, e muitas vezes da nossa própria necessidade de reconhecimento, isto é, da nossa tranquilidade da nossa consciência. E porque estamos a cuidar de nós próprios, convencidos de estarmos a cuidar do outro, corremos o risco de não ter a atitude mais apropriada, mais adequada à situação, alimentando - em ambos - a frustração, a confusão ou a dependência".

1. Necessidade de identidade:
"poderei ser eu mesma sem ter que me estafar a fazer tudo o que é preciso para ser boa mãe, boa esposa... Se já não sou boa mãe, então quem sou?"

2. Necessidade de segurança afectiva:
"poderei amar-me e ser amada pelo que sou e não pelo que faço?"

3. Necessidade de ter confiança:
"poderei confiar que as coisas vão correr bem, mesmo que eu não esteja a controlar tudo?"

"Quando tendemos a atribuir ao outro a responsabilidade do que vivemos, isso deve-se a não sabermos escutar-nos a nós próprios para nos compreendermos e para nos encarregarmos da nossa vida, tornando-nos autónomos e responsáveis. Muitas vezes, ficamos dependentes, à mercê do olhar do outro".

(D'Ansembourg)

Deixar de ter medo de ter medo...

"... o mais habitual é evoluirmos numa zona de desconfiança: temos medo de ocupar o nosso lugar, de existir verdadeiramente, de afirmar a nossa identidade por não termos a certeza de podermos ser amados e acolhidos como realmente somos e, de igual modo, temos medo que o outro ocupe o seu lugar, que passe a existir verdadeiramete, que afirme a sua identidade, porque não temos a certeza de poder continuar a existir diante dele! O outro, por muito íntimo que nos seja, como é o caso de um cônjuge, é sempre de certa forma visto como um «impedidor» (inimigo), isto é, alguém que nos impede de sermos nós mesmos."

O que realmente nos pode libertar é deixarmos de ter medo de ter medo.

Deixemos de ser boas pessoas, sejamos verdadeiros!

(D'Ansembourg)

(Atenção: para um claro entendimento de todos estes excertos é fundamental a leitura integral das obras do Thomas D'Ansembourg e de Marshall Rosenberg)


Não tenho tempo...

"Há mais alegria em tentar resolver os nossos conflitos
do que em conseguir agravá-los".


"Se uma pessoa foi educada desde o berço num clima de tensão, de disputas e de desconforto afectivo; se desde a infância acreditou que agredir o outro é única maneira de ocupar um lugar, então instala-se nessa pessoa uma espécie de resistência ao bem-estar, pois este pode parecer menos intenso que o próprio mal-estar e menos seguro por ser desconhecido. Surge, então, o risco de a pessoa recriar inconscientemente as circunstâncias que lhe são familiares, reencontrando assim algo conhecido e intenso".
(D'Ansembourg)

Por que dispendemos tempo nos nossos conflitos e passamos o tempo a dizer: não tenho alternativa, não tenho tempo? Porém, arranjamos sempre tempo para as discussões, para desenterrar feridas, para magoar o outro... Não é absurdo?! Será que nos sentimos melhor quando sofremos ou vemos o outro sofrer? Não seria melhor empenhar todo o nosso esforço para nos sentirmos felizes e realizados, por termos conseguido saber evitar a violência sobre nós e sobre o outro?

"SE NÃO GOSTARES, MUDA! SE NÃO MUDARES, GOSTA!"
(Máxima inglesa)

O vaso que transborda...

"Enterrar a própria ira é enterrar uma mina".

"(...) será que a gota que fez transbordar o vaso precisamente por não termos tido o cuidado de esvaziar o copo regularmente? Não será que ficamos violentamente irados com consequências muitas vezes nefastas por não termos tido o cuidado de «desarmadilhar» as nossas iras regularmente?"

"O outro NÃO é responsável por o meu vaso estar prestes a transbordar. Eu é que sou responsável por não ter tido o cuidado de esvaziar o meu vaso regularmente."

"A verdade é que esvaziar o meu vaso regularmente implica eu eu seja mais VERDADEIRO DO QUE BOA PESSOA!"

(D'Ansembourg)

O rectângulo branco é... liberdade!

"Ser-se livre não significa poder fazer tudo e mais alguma coisa, mas sim poder fazer o que se escolheu fazer..."


"Um rectângulo branco no chão, dividido em duas partes iguais, uma bola e um tempo predefinido e algumas regras (regra e constrangimento) permitem jogar à bola." LIBERDADE

"O sinal vermelho e as regras do código da estrada possibilitam o exercício, de um modo mais satisfatório e seguro, da nossa liberdade de circular".

"Enquanto não tomarmos consciência do sentido da regra, até podemos ter vontade de jogar sozinhos fora do enquadramento. Mas se estivermos conscientes do sentido da regra, temos certamente mais hipóteses de sentir prazer em partilhar o jogo!"

(D'Ansembourg)

Arame farpado

"A violência é a explosão de uma bomba de vida impedida. É quando uma pessoa fica sem palavras para se exprimir, e sem paciência para escutar, que começa a rodear-se de arame farpado."

(D'Ansembourg)

21 outubro 2006

Dar Amor

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Um exemplo interessante aqui.

Vai um abracinho?

S.

20 outubro 2006

O método da CNV

"Através de um processo em 4 fases, somos levados a tomar consciência de que reagimos melhor a qualquer coisa, a uma situação qualquer (é a fase 1, a da observação), que essa observação desperta sempre em nós um sentimento (fase 2), que esse sentimento corresponde a uma necessidade (fase 3) que, por sua vez, leva à formulção de um pedido (fase 4).


O método baseia-se numa verificação, a de que uma pessoa se sente melhor:
  • quando é capaz de identificar claramente aquilo a que está a reagir;
  • quando manifesta uma boa compreensão dos seus sentimentos e das suas necessidades;
  • e quando sabe formular pedidos negociáveis, estando segura de que será capaz de acolher a reação do outro, qualquer que ela seja.
Também se baseia na verificação de que a pessoa se sente melhor:
  • quando percebe claramente aquilo a que o outro se está a referir ou a reagir;
  • quando manifesta uma boa compreensão dos sentimentos e das necessidades do outro;
  • e quando é capaz de acolher um pedido negociável, sentindo a liberdade de não concordar e de procurar em conjunto uma solução que satisfaça as necessidades das duas partes, sem prejuízo de uma nem da outra.
Assim, para além de ser um método de comunicação, a Comunicação Não Violenta também possibilita a arte de se viverem os relacionamentos com o máximo de respeito por si próprio, pelo outro e pelo mundo."



Já agora, sabe por que colocámos aqui a fotografia da girafa?
Qual a sua relação com o texto?
Se desejar saber a resposta, coloque aqui a sua dúvida ou questão no "Comentário"
;-)



16 outubro 2006

"EU TAMBÉM TENHO MEDO"

"Tanto na família como na escola, é preciso espaços e tempos para permitir às crianças falarem do que sentem, ajudá-las a dar nome às suas emoções, dar-lhes os meios de enfrentar as suas experiências interiores.
Partilhar aquilo que se sente é uma maneira indirecta de dizer a uma criança «tu és normal», «isso acontece a toda a gente». Os querubins pensam que só eles têm sonhos, que só eles vêem monstros nos seus pesadelos, que só eles têm emoções negativas. Podem culpabilizar-se por isso, sentir-se maus. Facilmente deduzem que não são aceites, e tornam-se defensivos. Quando um adulto lhes diz: «Eu também tenho pesadelos», «eu, às vezes também tenho medo...», eles não se sentem inseguros por lhes darmos uma imagem de pai fraco ou imperfeito; pelo contrário, isto dá-lhas segurança. É falando de si que os adultos dão à criança, simultaneamente, confiança neles e em si. Se não disserem nada dos seus pensamentos íntimos, das suas emoções, cavam um fosso na relação. (...) Para as crianças, os adultos são modelos. É inútil dizer-lhes «Faz isto, ou faz aquilo...», «Podes dizer-me tudo quanto vai no teu coração, sabes disso...». Ela só falará se o pai ou a mãe também partilharem o que lhes vai no coração. Atenção, não se deve, em caso algum, utilizar os filhos como confidentes. Eles não têm que carregar com as nossas dificuldades. Devemos dar-lhes as chaves para compreenderem os nossos comportamentos, para melhor se compreeenderem a si próprios e se aceitarem".
(FILLIOZAT, Isabelle, em A Inteligência do Coração, Pergaminho, 1997)
Não sei o que vão pensar deste texto da Isabelle. A mim, deixou-me uma grande interrogação: sabem os adultos, pais, mães, professores/as, ler as suas próprias emoções? Por onde anda a nossa literacia emocional?

11 outubro 2006

PARTILHAR SENTIMENTOS

Hoje, estou feliz, estou entusiasmada, estou serena, estou dinâmica...Estou feliz por este intercâmbio com o Blog da "comunucação não violenta", por esta partilha com o Zé Paulo e, porque não, por ver o programa do Espaço Ruah aí publicado. Enquanto professora no activo, sempre sonhei ver os professores enveredarem por este caminho entusiasmante da descoberta e do Desenvolvimento Pessoal...Agora, parece-me que esses sonhos começam a realizar-se. E constacto-o com agrado. "O mestre aparece quando o discípulo está preparado".
É minha convicção profunda que tudo começa em nós. Se eu me puser em ordem, tudo à minha volta se porá automaticamente em ordem. Experimentem. Estou consciente de estar a partilhar com os leitores deste Blog um pouco de mim e dos meus sonhos. E porque não? Experimentemos falar a nível dos nossos sentimentos, e logo nos daremos conta que o nível da conversa se aprofunda. Deixamos de nos ocupar das "banalidades"... Ou preferimos continuar fechados na nossa solidão, fingindo, como diz o nosso Pessoa que tudo está bem?
"Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.
Mas finge sem fingimento.
Nada esperes que em ti já não exista.
Cada um consigo é triste
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas.
Sorte, se a sorte é dada".
(Fernando Pessoa)

Espaço RUAH - Plano de Actividades 2006 | 2007


ACÇÕES Abertura das actividades
DATA 7/10 (15-17h)
OBJECTIVOS/ESTRATÉGIAS Dar a conhecer o Plano para este ano - Sondar vontades de participação e formar equipas. Estudar divulgação
FACILITADORES Ilda

ACÇÕES Meditação
DATA Semanal (3ª Feira -21h)
OBJECTIVOS/ESTRATÉGIAS Facilitar a aprendizagem de parar - Treinar o silêncio interior como meio de evolução
FACILITADORES Ilda

ACÇÕES Reflexão CRISTÃ
DATA Mensal (em datas a marcar) 1ª 20/10 às 21h.
OBJECTIVOS/ESTRATÉGIAS Desenvolver a dimensão espiritual centrada na tradição judaico-cristã, mas aberta a outras espiritualidade
FACILITADORES Ilda

ACÇÕES Grupo de Desenvolvimento Pessoal
DATA 4-5 de Nov. seguido de outros encontros a marcar
OBJECTIVOS/ESTRATÉGIAS Facilitar o DESPERTAR interior - Facilitar a aprendizagem da mudança e da evolução
FACILITADORES Ilda

ACÇÕES Feira da SOLIDARIEDADE
DATA 1-3 de Dezembro
OBJECTIVOS/ESTRATÉGIAS Desenvolver a dimensão da Ecologia Social e Ambiental - Aprendizagem da “simplicidade voluntária”
FACILITADORES Equipa a formar para o efeito

ACÇÕES Apresentação da UNIPAZ
DATA 31/3/2007
OBJECTIVOS/ESTRATÉGIAS Divulgação da UNIPAZ em Aveiro como meio poderoso de Des. Pessoal e de caminhos da Paz
FACILITADORES Dalila Paulo

ACÇÕES Festa da PRIMAVERA
DATA Março / Abril
OBJECTIVOS/ESTRATÉGIAS Desenvolver a dimensão de Ecologia Ambiental
FACILITADORES Equipa a formar

ACÇÕES Meditação (workshop)
DATA Maio
OBJECTIVOS/ESTRATÉGIAS Aprofundar a arte de Meditar
FACILITADORES Pedro Adão (a contactar)

ACÇÕES Caminhada
DATA Junho
OBJECTIVOS/ESTRATÉGIAS Fazer uma síntese das três Ecologias, com incidência na Ecologia Ambiental
FACILITADORES Equipa a formar

ACÇÕES Avaliação
DATA Julho
OBJECTIVOS/ESTRATÉGIAS Perceber se os objectivos foram atingidos - Ver reajustamentos a fazer - Delinear traços gerais para 2007-2008
FACILITADORES Ilda

_____________________
E S P A Ç O RUAH
Coordenadora: Ilda Fontoura Pires
Est. da Taboeira, 5-1ºD.to - Esgueira | Aveiro
Contactos: 234315279 / 962655009
E-mail: ildapires@netcabo.pt
http://ildafontoura.blogspot.com

07 outubro 2006

CRISES OU OPORTUNIDADES?

Hoje lia: "Em chinês, o ideograma que significa crise quer dizer, ao mesmo tempo, risco e oportunidade. É interessante notar quanto a assimilação desse conceito pode transformar a sua vida (...) É importante que tome consciência que essas crises ou problemas lhe podem ensinar muitas coisas. (...) Lembre-se de que ninguém tropeça numa montanha. O que nos faz tropeçar e cair são pequenas coisas que, na verdade, acabamos por negligenciar". (Tadashi Kadomoto, Ninguém Tropeça em Montanha)
Vem isto a propósito das nossas dificuldades de comunicação. É paradoxal que, numa época em que tanto tentamos comunicar (blogs, forum, auto-estradas da internet, skypes, messenger...), nós continuemos a tropeçar na comunicação mais banal do dia-a-dia. Se calhar escondemo-nos por detrás destas ideias que vamos deixando por aqui e avitamos o encontro sempre difícil, porque exige paragem, connosco mesmos, para olhar a nossa verdade e os nossos verdadeiros sentimentos, os grandes detonadores das nossas comunicações menos serenas ou mesmo agressivas. Dá que pensar...

05 outubro 2006

Curso de Especialização em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar

As escolas são universos onde coexiste uma enorme diversidade de personalidades. São por isso palco de diferentes interesses, desejos e necessidades. Essa riqueza pode ser geradora de conflito e mesmo de violência. A mediação, enquanto método de diálogo cooperativo, pode ajudar a prevenir e a resolver construtivamente os conflitos entre alunos, entre alunos e professores ou entre as famílias e a escola, na medida em que visa reforçar a convivialidade e a integração escolar.

Curso de Especialização em Mediação
de Conflitos em Contexto Escolar

25 de Outubro a 24 de Novembro de 2006

Consulte aqui
o programa completo do curso

04 outubro 2006

Hubert Reeves... sobre a violência.

"A violência e a falta de comunicação
não são um grande problema,

mas 7 mil milhões de pequenos problemas".

Hubert Reeves
Página oficial do astrofísico canadiano


Violência... por falta de vocabulário!


"A violência, interiorizada ou exteriorizada, é o resultado de uma falta de vocabulário: é a expressão de uma frustração que não encontrou palavras para se exprimir. (...) E, no entanto, a partir da infância aprende-se muitas palavras (...) mas será que chegamos a aprender as palavras da vida interior? Ao crescermos, privamo-nos dos nossos sentimentos e das nossas necessidades para tentar escutar os sentimentos e as necessidades do pai, da mãe, dos irmãos, do professor, etc.
Precisamos fundamentalmente de nos encontrarmos a nós próprios, de nos fixarmos solidamente em nós próprios, de sentirmos interiormente que quem fala e quem decide somos nós, e não os nossos hábitos e condicionalismos, nem o receio do olhar dos outros".
(D'Ansembourg, pp. 25-26)

MAS COMO CHEGAR A ESTE ESTÁDIO?

Semana da Mediação - 2ª Edição

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Vamos falar de mediação - também em contexto escolar e comunitário.

Apareçam e contribuam com a V. experiência.

Todos temos a ganhar e nada a perder.

Programa completo aqui.

S.

A solidão... na Sociedade de Informação e Conhecimento

"Muitos de nós sentimo-nos fartos desta incapacidade de nos exprimirmos verdadeiramente e de sermos verdadeiramente ouvidos e entendidos. (...) Na apaixonante conquista da tecnologia, em especial na conquista dos meios de comunicação mundiais, e no contexto radicalmente novo do cruzamento e mestiçagem das etnias, das raças, das religiões, das modas, e dos modelos políticos e económicos que esses meios induzem, não estará secretamente a faltar-nos algo íntimo e verdadeiro, tão precioso que qualquer outra busca acabará sempre por parecer desesperada: o encontro, o encontro real entre dois seres humanos, sem jogos, sem máscaras, sem a contaminação dos nossos receios, hábitos e clichés, sem o peso dos nossos velhos reflexos e condicionalismos, e que nos arranque ao isolamento dos telefones, dos ecrãs, e das imagens virtuais?"

Como ser EU PRÓPRIO sem deixar de ESTAR COM O OUTRO, como estar COM O OUTRO sem deixar de ser EU PRÓPRIO?

(Thomas D'Ansembourg, Seja Verdadeiro, p. 22)


Não tenho esperanças em conseguir sair sozinho da minha solidão.
A pedra não tem esperanças em ser algo mais que pedra,
mas ao colaborar com as suas semelhantes agrupa-se e torna-se Templo.

Antoine de Saint-Exupéry

LER, ler, ler...


LER é...

Armazenar informações
Desenvolver
Ampliar horizontes
Compreender o mundo
Comunicar-se melhor
Escrever melhor
Relacionar-se melhor com o outro
(Andréa Machado/ Edson Teixeira)


Perante isto, por meio de salteio de partes, três questões se colocam quando me proponho ler um livro:
# Por que ler este livro?
# Será uma leitura útil?
# Dentro de que contexto ele poderá enquadrar-se?

Estes livros aqui aconselhados pela Sónia, assim como aqueles que se apresentam na faixa lateral direita, DEVEM ser lidos, pelas razões acima enunciadas e por estas:
# porque me ajudam a compreender melhor as minhas atitudes, os meus sentimentos, as minhas incertezas, os meus medos;
# porque me ajudam a OUVIR os meus filhos, os meus alunos, os meus familiares e a dar resposta aos sentimentos e às necessidades dos que me rodeiam, serena e tranquilamente!
# e mais ainda: ajudam-me a entender que sou responsável por tudo o que faço e digo! Deixo de culpabilizar e violentar o outro!

Os pais e professores precisam de se juntar nesta Aventura da Educação e, em simbiose, procurar respostas para o mal-estar que os nossos filhos e alunos revelam em casa e na Escola... Acreditem que há soluções e estas começam, imaginem, no interior de um livro!!!

Obrigado, Sónia, pelas belíssimas propostas de leitura!

03 outubro 2006

Leituras em cnv - Pais

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Num blog de professores, sendo eu filha de uma professora do ensino básico, não posso deixar de ressaltar um ponto que permanece afastado quando se fala em mudanças de política de educação - os pais.

É que, se os professores e a escola podem ser grandes mestres da aprendizagem social, os pais são o pilar que dá a base para a construção, ou, ao invés, para o desmoronamento do que se procura fazer no espaço escolar.

Por isso, e porque acredito que nos devemos emancipar civicamente, fica uma sugestão de leitura para pais, professores, e todos aqueles que se interessam por estas coisas, para que a responsabilidade seja também nossa.

Mais info aqui.

Boas leituras!


S.

Obstáculos ou desafios

É tudo uma questão de perspectiva. Andava eu aqui a tentar entrar neste novo Blog da CNV, mas o meu "analfabetismo informático" não me deixava. Era um obstáculo. Então, tentei contornar, vendo como um desafio. O que fiz? Em vez de me sentar a chorar à frente do pedregulho, fui à volta, pedi ajuda... (Obrigada, Zé Paulo).
Acontece o mesmo com a nossa comunicação. Apesar da simplicidade das coisas, a comunicação aparece-nos, a maior parte das vezes, como um obstáculo, fonte de conflitos, de guerras, de desentendimentos...de violência. Então, e aplicando um dito da Fisica Quântica, "vamos sair da caixa". Vamos olhar para o problema sobre outro àngulo, um novo ângulo. Esse novo ângulo é, aqui, a CNV. Vamos todos tornar-nos peritos em CNV. Para nosso bem, dos nossos familiares, amigos e alunos. Eu, na senda do beija-flor, estou a tentar fazer a minha parte.

Pela empatia

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Sebastian Picker
Empatia (Empathy), 2004

Palavras... só mais logo!

S.