01 Março 2009

Inspire-se! Com Promethean

Link

09 Janeiro 2009

Curso de Especialização em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar (Edição 2009)

Já está disponível no blogue Mediadores Na Escola a apresentação do Curso de Especialização em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar (Edição 2009), promovido pela Universidade Lusófona do Porto.

18 Dezembro 2008

Ofender e ser ofendido... na escola

29 Outubro 2008

O que nós queremos para os nossos filhos

Num sistema educativo em completa transformação, em mudanças profundas, onde a instabilidade e a agitação deambulam pelas salas e corredores das escolas, os pais, os professores, os órgãos de gestão, as várias instituições e o governo devem procurar a causa principal, os objectivos fundamentais, que nos devem unir: os nossos filhos!

E há mensagens que todos devemos ler, ver, ouvir, pensar e debater.

Neste vídeo, intitulado ‘Creating Great Schools — Together’ (Criar escolas maravilhosas - Juntos), uma mãe, Heidi Hass Gable, com palavras simples e com imensa empatia, chama-nos a atenção para as coisas mais importantes da vida, e deixa-nos uma questão no ar: "O que é que TU farás hoje?"

E é nesta altura que professores, pais, órgãos de gestão e instituições educativas devem envidar todos os esforços, porque "Os nossos filhos merecem-no! Não merecem menos do que isso!"



(A legendagem foi realizada com o Overstream It!)

19 Julho 2008

E o dia amanheceu em paz...

VaLsInHa

Um dia ele chegou tão diferente
Do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente
Do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto
Quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto
Pra seu grande espanto
Convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita
Como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado
Cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços
Como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça
Foram para a praça
E começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança
Que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade
Que toda a cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos
Como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz



Chico Buarque de Hollanda e Vinícius de Moraes

29 Maio 2008

Mediação de Conflitos: encontro com Marinés Suares

Vai decorrer, no Fórum Cultural de Ermesinde, no próximo dia 2 de Junho 2008, pelas 14.30 horas, uma palestra sobre Mediação de Conflitos, com a presença de Marinés Suares.
Não perca a oportunidade de se encontrar com uma das mais conceituadas e importantes personalidades da actualidade nesta matéria.

A organização do evento está a cargo da Câmara Municipal de Valongo (Agência para a Vida Local e do Grupo de Trabalho


Faça a sua reserva através do correio electrónico
avl@cmvalongo.net
ou através do fax: 22 973 15 85


No final da Sessão os/as participantes terão direito
a um Certificado de Presença.


11 Março 2008

Falamos depois...

Muitas vezes, perante um conflito, o casal tenta comunicar, persistindo na atitude ou no tom de acusação, de raiva, de intimidação, culpabilização e de desresponsabilização...
O tom exalta-se e as palavras soltam-se com uma facilidade terrível!
Esta comportamento impulsivo vive e está latente em nós. Temos muita dificuldade em coabitar com o conflito e reagimos inconscientemente.

"Si je réprime ce qu'il faudrait que j'exprime, je déprime!" Esta belíssima frase proferida por Thomas D'Ansembourg, neste excerto do vídeo abaixo, retrata, de facto, o perigo da contenção dos nossos sentimentos e necessidades: "se reprimir o que deveria exprimir, deprimo". Porém, se exprimo os meus sentimentos e necessidades da pior forma, também corro o risco de magoar e de sofrer...

É fundamental encontrarmos, então, o espaço de REENCONTRO connosco próprios, antes de dizer umas "boas verdades" ao(à) nosso(a) companheiro ou companheira. Precisamos de mergulhar nos "lençóis freáticos" das nossas necessidades e dos nossos sentimentos, identificá-los e exprimi-los correctamente, com um vocabulário claro e bem explícito...

Ainda temos muito para aprender! É difícil aprender um novo idioma, a "língua dos sentimentos e das necessidades"? É, sim, mas vale mesmo a pena...

Paulo Gonzo, na sua canção "Falamos depois..." propõe uma solução para a resolução do conflito. O que pensa desta estratégia?


Que outras formas alternativas encaro
para a resolução do conflito
dentro do casal, estando eu nele envolvido?


09 Março 2008

Um dia histórico na Educação em Portugal







04 Março 2008

Transumâncias

Aos 15 anos de idade, descobri que desejava ser professor de línguas. Frequentei o 9º ano de escolaridade, já na recém-criada Escola Secundária de Sever do Vouga. Estávamos no ano lectivo de 1984/85. A minha decisão obrigou-me a deixar a terra que me viu nascer para me deslocar para a cidade de Aveiro, ficando alojado num quarto alugado. Ingressei, então, na famosa e prestigiada Escola Secundária José Estêvão, onde concluí o Ensino Secundário, no curso de Humanidades.

Seguiram-se cinco anos de licenciatura em Ensino de Português e Francês, na Universidade daquela mesma cidade, com estágio integrado, efectuado na Escola Secundária Adolfo Portela, em Águeda.

Este ano probatório de "ainda-aluno-e-já-professor", em 1992/93, veio, finalmente, confirmar as minhas opções e o meu trajecto de vida pessoal e profissional.

Ingressei orgulhosamente na carreira docente! Senti uma enorme felicidade, não só por ter atingido uma das etapas que me tinha proposto atingir, mas, sobretudo, por poder realizar o sonho de ser Professor!

Ainda me lembro da minha primeira clássica pasta de fole em cabedal; ainda me lembro do meu Golf em segunda mão; ainda me lembro dos nervosos primeiros instantes e os que lhes seguiram, diante dos "meus primeiros alunos"! Confiaram-me a minha "primeira orquestra" desafinada! Magnífico Allegro!

Embora nunca me tivessem falado sobre o manual do professor transumante, rapidamente tomei consciência das dificuldades inerentes aos longos e penosos trajectos a percorrer para me deslocar para junto dos meus "rebanhos"... Comecei em Sever do Vouga, passei por Paços de Ferreira, Castelo de Paiva, Aveiro, Arouca e encontro-me, actualmente, em Vale de Cambra...

Nesta permanente vida nómada, anos e anos a fio, sinto-me um guardador de rebanhos, um peregrino, um viajante. Nos trajectos com mais de 100 quilómetros diários, de ida e volta, os meus pensamento vagueiam ao sabor da natureza por entre montes e vales...


Severino Pallaruelo Campo, um professor de História e Geografia espanhol, autor do livro Pirineos, Tristes Montes, ilustra este sentimento no contacto com as terras e as gentes: «O homem e os seus rebanhos caminham ao ritmo dos ciclos da natureza; não procuram modificar o clima nem em conseguir elevados níveis de rentabilidade através da aquisição de complexas e dispendiosas tecnologias; modelam a paisagem com técnicas simples e efectivas, adaptam-se ao curso sucessivo das estações. Vivem em harmonia com o meio ambiente e não têm necessidade de violentar a natureza para sobreviver; basta-lhes acariciá-la, e submeter-se ao ritmo que ela própria lhes impõe.»

fonte: http://fotografiadodia.blogspot.com/2007/11/janela-aberta.html


Apesar das longas e por vezes dolorosas distâncias, ia, vinha e permanecia nas escolas por onde passei com enorme satisfação e motivação. Sentia a alegria de ensinar e procurava transmitir e promover o prazer de aprender...

Soube inovar e desenvolver valiosos projectos nas escolas, tanto junto dos meus colegas como na sala de aula com os meus alunos.

Lutei por melhores condições de trabalho, elaborando candidaturas para financiamento para projectos e criando novos espaços de criação, partilha e colaboração, onde professores e alunos pudessem ter acesso às novas tecnologias para melhorar o processo de ensino e aprendizagem.

Lancei desafios a mim próprio e à comunidade escolar, orientei centenas de professores em cursos, seminários, círculos de estudos, oficinas de formação... Estabeleci parcerias com empresas, instituições e individualidades, no sentido de trazer à escola novas dinâmicas e formas inovadoras de participação da comunidade-escola.

Fui sentindo um gradual crescimento da motivação, da satisfação e do bem-estar na escola, tanto de professores, dos pais e encarregados de educação como dos alunos. Senti-me cada vez mais responsável e comprometido com as lideranças que ia assumindo, exigindo de mim um esforço cada vez mais exigente e árduo. Acreditei nos valores e nos princípios mais humanos; nas necessidades e interesses dos que me rodeavam; perturbei com ousadia, algumas vezes, algum status quo, padrões e normas que inviabilizavam o avanço, o progresso necessários para a criação de uma nova escola voltada para o sucesso, a inovação e o empreendedorismo.

Criei clubes de jornalismo; assumi a edição e editoriais de jornais escolares com equipas de alunos e professores; fui colaborador e promotor de publicações, eventos, projectos múltiplos.

Dominado constantemente por fortes crenças optimistas, com objectivos morais sólidos, compreendi, desde cedo, que o processo de mudança era urgente, pelo que procurei construir relações com os órgãos de gestão, funcionários, pais e encarregados de educação e alunos; acreditei que o conhecimento só poderia ser construído em conjunto, na interacção, na partilha e na colaboração. Muitas vezes, senti a necessidade de perturbar o sistema em que me inseria, convicto que as minhas aspirações produziriam efeitos positivos nas acções e nas relações interpessoais. Procurei ser coerente e apelei aos outros o mesmo. Não suporto a incongruência!

Hoje, vejo os meus colegas, as escolas a recuar naquele processo que fomos construindo esforçadamente! Rostos esbatidos, figuras derreadas pelo peso insustentável da coerção, do desprezo e do desrespeito... O pessimismo abateu-se sobre as escolas, a Educação em Portugal.
As vozes rasgam lamentos e negras profecias!

Não foi esta a Educação que sonhei! Quando se esquece e despreza os valores e os princípios humanos mais elevados não é onde desejo ESTAR! Não é neste Sistema de Ensino que desejo permanecer! Não quero ser o responsável pela desumanização e pelo atropelamento da dignidade, dos afectos, do amor, do riso, da alegria, da tolerância, do reconhecimento, da justiça, necessidades e desejos das nossas crianças, jovens, pais e colegas...

O optimismo não anda de mão dada com os que não sabem sonhar e que, pior ainda, tentam matar os sonhos dos outros.

A Escola é o primeiro e o último lugar onde mais desejo estar para exercer com alegria uma das mais belas profissões do mundo: PROFESSOR

Passo a aplicar a linguagem da Comunicação Não violenta:
Perante a agitação, o conflito (observação), sinto-me frustrado, triste e indignado (sentimento), porque preciso de encontrar paz, serenidade e bem-estar nas nossas escolas (necessidade), pelo que formulo um apelo àqueles que podem devolver à Educação, aos Professores, aos Alunos e Pais, à sociedade Portuguesa esta harmonia tão necessária às actuais e futuras gerações: será possível deixar-nos fazer o que melhor sabemos, ou seja, aprender e ensinar? (pedido)


O pessimismo é uma profecia que se cumpre.
João Lobo Antunes, programa Prós e Contras, RTP1, 03 de Março 2008



22 Janeiro 2008

Apelo à leitura: read it!

Há imensas formas criativas de apelar à importância da leitura. O Plano Nacional de Leitura ainda não tinha pensado nesta paródia original e divertida de promover este bom hábito para a construção do conhecimento... Os livros são conhecimento e conhecimento é poder!

Read it!

You're strapped for cash but you don't have to fear.
Library card will make them books appear.
The vocab in your mind make the words really clear.
So read it, just read it.

You better run, you better choose what you like.
When you read imagination comes to life.
Judging by a cover means you lose insight.
So read it--but you wanna be bad!

Just read it, read it, read it, read it.
Ignorance is eas'ly treated.
Out in the sunshine, in the moonlight.
Books equal knowledge and knowledge is might.
Just read it, read it.
Just read it, read it.
Just read it, read it.
Just read it, read it.

Almost time for Simpsons better read while you can.
Afraid of reading books, you ain't no macho man.
Judy Blume or Harry Potter defy the ban.
So read it, just read it.

You have to show them that you're really not scared.
You'll read a Stephen King book on a double dare.
Amazon, Half-dot-com or find a book fair.
So read it--but you wanna be bad!

Just read it, read it, read it, read it.
Ignorance can be defeated.
Out in the sunshine in the moonlight.
Books equal knowledge and knowledge is might.

Just read it, read it, read it, read it.
Ignorance is eas'ly treated.
Out in the sunshine in the moonlight.
Books equal knowledge and knowledge is might.

Just read it, read it, read it, read it.
Ignorance can be defeated.
Out in the sunshine in the moonlight.
Books equal knowledge and knowledge is might.
Just read it, read it.
Read it, read it, read it.

Just read it, read it, read it, read it.
Ignorance is eas'ly treated.
Out in the sunshine in the moonlight.
Books equal knowledge and knowledge is might.

Just read it, read it, read it, read it.
Ignorance can be defeated.
Out in the sunshine in the moonlight.
Books equal knowledge and knowledge is might.

Just beat it, beat it, beat it, beat it.
Ignorance is eas'ly treated.
Just read it, read it.
read it, read it, read it.

Just read it, read it, read it, read it.
Ignorance can be defeated.
Out in the sunshine in the moonlight.
Books equal knowledge and knowledge is might.

Just read it, read it, read it, read it
Ignorance is eas'ly treated
Out in the sunshine in the moonlight
Books equal knowledge and knowledge is might

Just read it, read it, read it, read it
Ignorance can be defeated
Out in the sunshine in the moonlight
Books equal knowledge and knowledge is might

20 Janeiro 2008

APELO PARA UMA DISCUSSÃO PÚBLICA ALARGADA DO MODELO DE GESTÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS

Petição on-line
Assine e divulgue o
APELO PARA UMA DISCUSSÃO PÚBLICA ALARGADA DO MODELO DE GESTÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS

04 Janeiro 2008

4ª Conferência Mundial sobre Violência nas Escolas e as Políticas Públicas

23/25 . June. 2008

LISBON. Portugal

Fundação Calouste Gulbenkian

http://www.gulbenkian.pt

O Instituto de Apoio à Criança em cooperação com a Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa vai organizar em Lisboa no dias 23, 24 e 25 de Junho de 2008 a “4ª Conferência Mundial sobre Violência nas Escolas e as Políticas Públicas".

Esta Conferência Internacional, que decorrerá na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, está integrada no plano de actividades do Observatório Europeu de Violência na Escola (www.ijvs.org), bem como de outros parceiros de outros países.

O Observatório Europeu organizou com êxito a 1ª conferência em Paris (2001), a 2ª conferência na cidade do Québec (2003) e a 3ª conferência em Bordéus (2006).

Estas Conferências Internacionais têm mobilizado uma ampla rede internacional de investigadores de diversas disciplinas científicas e instituições relacionadas com o estudo e projectos de intervenção da violência no meio escolar.

O título e tópico central da conferência será “Violência nas Escolas: a Violência em Contexto?

Toda a informação aqui

12 Dezembro 2007

Especialização em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar


2ª Edição

A Universidade Lusófona do Porto acaba de lançar a 2ª Edição do Curso de Especialização em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar, coordenado pela Prof. Elisabete Pinto da Costa, Directora do Instituto de Mediação da ULP.

Data das Inscrições: até ao dia 1 de Fevereiro/2008.

Calendário do curso: 12 de Fevereiro a 13 de Março/2008.

Duração: 60 horas


Nº de participantes: 25


Cidadania e Segurança


A Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC) publicou (6 Dezembro 2007), na sua página da Internet, o novo módulo curricular Cidadania e Segurança a aplicar, com carácter de obrigatoriedade, no 5.º ano de escolaridade.
Este novo módulo deve ser trabalhado em cinco aulas de 90 minutos, visando assegurar a todas as crianças, num determinado momento do seu percurso escolar, o contacto com as temáticas básicas da segurança e da não violência.

"Tendo como referência os direitos fundamentais e os recíprocos deveres que lhes são inerentes, o módulo encontra-se organizado em torno de três temas:
  • ”Viver com os outros”,
  • “As situações de conflito e a violência"
  • “Comportamentos específicos de segurança”.
Constituem objectivos do módulo:
  • promover a compreensão da importância do valor da relação com os outros e da construção de regras de convivência na escola e na sociedade;
  • aumentar a capacidade para a resolução de situações de conflito de forma não violenta;
  • promover competências para agir adequadamente face à agressão;
  • desenvolver a capacidade de identificação de comportamentos de risco e incentivar atitudes de prevenção;
  • desenvolver uma cultura de segurança e capacitar para a auto-protecção.

13 Novembro 2007

O que é um BOM PROFESSOR?

Caros leitores,

há muito que não escrevo neste blogue, apesar das várias solicitações para tal. Para muitos de nós, este espaço veio criar momento de empatia, de bem-estar, não deixando para trás momentos de reflexão importantes para as nossas vidas...
Tenho imensos "textos escritos na minha mente" e desejaria encontrar o momento certo para os colocar neste lugar. São vivências, observações, sentimentos e necessidades que se vão acumulando e precisam de ser partilhadas.
Hoje, por imperiosa necessidade, gostaria de vos falar de um professor. São muitos os motivos que me impelem a falar dele, mas que não irei aqui explorar, tendo em conta que servirá apenas de leitmotiv para a questão que levanto no título: o que é um bom professor, afinal?

Já ouviram falar em Ron Clark, o famoso "America's Educator"? Talvez não... Tive o privilégio de assistir pessoalmente, em Londres, há poucas semanas, ao seu próprio relato como professor e não deixei de pensar em todo o meu percurso, em todos os meus alunos, em todas as relações que estabeleci pelas várias escolas por que passei...
Ora, o que faz dele um professor tão especial, único? Adorado por uns, polémico ou louco para outros, a verdade é que Ron deixa um rasto de energia, de alegria e entusiasmo, celebrando uma das mais belas profissões do mundo (se não a mais bela!).

Hoje, Ron, é o professor mais famoso dos Estados Unidos, depois de ter passado pela emissão da Oprah, possuindo a sua própria academia e publicações, nomeadamente, o best-seller "The Essential 55", e de ter sido realizado um filme sobre a sua vida, The Ron Clark Story (2006).



Por sentir que nas nossas escolas existe uma certa desmotivação, um desalento e alguma impavidez perante as várias medidas lançadas para o sistema educativo, dedico este momento a todos os bons professores que, na sua maravilhosa missão, vão semeando generosas pepitas de "ser", de "estar", de "saber"...

Enquanto acreditarmos nas nossas crianças, nos nossos jovens, tal como o Ron, cada um ao seu estilo, não devemos desistir, porque eles precisam de nós! Precisam do nosso respeito, de bons modelos, de boas referências, de bons princípios, de bons guias para crescerem e se tornarem cidadãos responsáveis, confiantes e optimistas, bem preparados para os desafios da convivência social, do trabalho, da vida...

Também, em Portugal, os professores precisam de reconhecimento, de valorização pelo trabalho que desenvolvem em prol da Educação. Cabe a nós a capacidade de demonstrar que o futuro de um país assenta na obra, na missão dos educadores e dos professores e das famílias. Um país que não acarinhe, que não respeite, que não dignifique o papel daqueles profissionais, e os co-responsáveis pais e encarregados de educação, está a hipotecar gerações...

Ao longo deste texto, tenho usado e abusado das várias formas do adjectivo "bom". O desafio que aqui deixo é:
SENTE-SE UM BOM PROFESSOR?
O QUE FAZ DE SI UM PROFESSOR?

Procure, conscientemente, identificar e enumerar
todas as qualidades que fazem de si um "bom professor"...
(se eu não me sentir um bom professor, como poderão os outros sentir que o sou?)

Já agora, bom trabalho, na escola... e em casa!

24 Julho 2007

Encosta-te a mim...


Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar

Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim


Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for

Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim


Jorge Palma

Cada um de nós compõe a sua história...

Oiça atentamente esta magnífica interpretação da canção "Tocando em frente" pela jovem Gabriela Rocha.

"Cada um de nós compõe a sua história!
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz..."




08 Julho 2007

Live Earth - uma mensagem!


A canção do concerto LIVE EARTH
First love yourself, then you can love someone else


Letra da canção Hey You, interpretada por Madonna:

05 Julho 2007

O Outro Lado - Música e Poesia de Pedro Branco

É com enorme prazer e orgulho que partilho com os visitantes deste blogue e com os meus amigos este abraço ao amigo Pedro Branco.
Aos 40 anos, o Pedro Branco decidiu oferecer aos seus amigos um momento intimista, um momento de interioridade, de mergulho em nós próprios, através do seu canto, da sua poesia e de sons...
Saiba um pouco mais sobre este espectáculo aqui.

É também "Das Palavras Que Nos Unem", o blogue de Pedro Branco, que alimentamos a nossa alma, viajando através de sentimentos, emoções, desabafos, olhares e sensações.

Convido os amigos a lerem e a sentirem o gosto de se encontrarem n' O Outro Lado...

Um forte ABRAÇO amigo, Pedro!


Não preciso de mais nada hoje.


Tenho as tuas palavras.


Para colorir um milhão de vezes...


o que eu quiser!


Poema Nudez, de Pedro Branco, retirado
daqui


03 Julho 2007

O Início de uma nova vida... O Segredo para si!

Já ouviu falar no Poder da Atracção?
Já pensou que há forças, energias no Universo que podem conjugar-se com a sua energia interior, os seus pensamentos? Já lhe aconteceu NÃO desejar algo e, de um momento para o outro, isso que NÃO queria acabou afinal por lhe acontecer?!

Agora, pense positivamente: pense no que REALMENTE quer ou deseja! Formule constantemente desejos positivos ao Universo; diga apenas aquilo que quer e NUNCA o que não quer...

Veja o filme The Secret e prepare-se para olhar a vida de outra forma, mais positiva, alcançando assim os seus maiores desejos! Experimente!

Dedico-lhe este breve filme para se inspirar... "I'm grateful to be me!"


Deseja saber mais?! Vá ao sítio do filme: The Secret

26 Junho 2007

O teatro da violência

No Domingo, 24 de Junho passado, no canal M6 da televisão francesa, tive a oportunidade de assistir a uma emissão (66 Minutes) que me prendeu os sentidos: a formação de jovens professores estagiários sobre a vida na sala de aula, sobretudo, quando o conflito e a violência irrompem.
No próximo ano, estes professores inexperientes serão colocados em escolas, onde poderão enfrentar situações reais de confronto com alunos.
Inspirada na realidade, esta formação, dinamizada por um grupo de actores de teatro, propõe a dramatização de várias cenas de conflito, onde o professor não só deve saber gerir o normal desenvolvimento da aula, como situações imprevistas de agressão verbal ou física, levadas a cabo pelos alunos.
Com a ajuda destes actores e de um dinamizador, os jovens professores assistem a representações que vão desde a chegada de um aluno à sala, quando a aula já decorre, e que chama a si toda a atenção; até a uma situação extrema na qual o professor leva um murro de um aluno.
Numa segunda fase, os jovens estagiários passam a protagonizar a aula e devem mostrar como reagem, como resolvem o conflito, nesta ou naquela situação.
Através desta estratégia, é possível recriar as mais variadas situações de conflito e violência na sala de aula e na sala de professores, de modo a ajudar os professores a analisar, reflectir, debater sobre assuntos que, cada vez mais, marcam, infelizmente, a actualidade mediática.
Dado que o vídeo da referida emissão ainda não se encontra disponível, deixo abaixo uma peça de um telejornal do canal TF1, que ilustra perfeitamente a iniciativa.
Fica aqui também a página na Internet do grupo de teatro interactivo OXO, de Bordéus.


23 Junho 2007

Da Guerra... à Paz

Como dialogar com o nosso marido, a nossa esposa, o nosso companheiro, quando rebenta o conflito?

As discussões aumentam, as acusações mútuas avolumam-se (" - tu é que..."; "- és sempre a mesma coisa!"; "- não me ouves..."; "- não me mandes calar!"...), os insultos explodem, os amuos tornam-se frequentes, apoderam-se de nós a raiva, o ódio, a insegurança, o medo...

Estes estados de espírito são comuns a muitos casais. Certamente nos revemos neste género de diálogos, nestes comportamentos e pensamentos agressivos e violentos. São os berros, os gritos ou, então, os silêncios igualmente devastadores e corrosivos.

Thomas D'Ansembourg, na sua conferência-espectáculo, registada em DVD, intitulado "Guerre et Paix Dans Le Couple", baseada na obra "Cessez d'Être Gentil, Soyez Vrai!" (traduzido para português pelas Edições Ésquilo como "Seja Verdadeiro"), propõe-nos assistir a cenas conjugais em palco. Com a cumplicidade e talento da atriz Dominique Lahaut, D'Ansembourg demonstra-nos como é possível passarmos de um estádio de conflito para um estádio de diálogo interno com os nossos sentimentos, as nossas necessidades, medos, frustrações, de modo a sermos capazes de ir ao encontro do outro, procurando entender as suas necessidades e sentimentos.

As ferramentas, os recursos existem em nós. Apenas precisamos de aprender a mobilizá-los neste clima de tensão e de conflito.

A Comunicação Não Violenta (CNV), esta "linguagem do coração", permite-nos descer ao fundo do nosso "poço", encontrar os "lençóis freáticos" das necessidades comuns a todo o ser humano para procurar compreender o outro e nós próprios.

Thomas D'Ansembourg

Thomas, qual é o factor principal da separação do casal?
Quando o casal não diz as coisas verdadeiras, já não vive e acaba apenas por "funcionar". Estamos na "logística": ir às compras, levar os miúdos aqui e ali, o trabalho, os afazeres domésticos, etc. As coisas verdadeiras são os valores partilhados e sobretudo a clareza do sentido do reencontro a dois. Isto pressupõe conhecimento e respeito de si próprio, o que exige muita escuta! E a escuta activa e verdadeira, para muitos de nós, pode aprender-se.
(Fonte recolhida e traduzida a partir deste endereço: http://www.info-ardenne.com/ardennes/node/661)

N’ayons pas peur de se connaître soi pour mieux apprendre à aimer l’autre…
Não tenhamos medo de nos conhecermos melhor
para aprender a amar o outro...




21 Junho 2007

A Comunicacação Não Violenta na Prevenção de Conflitos na Escola

Comunicação apresentada no dia 21 de Junho de 2007, no Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro, na Conferência Internacional Ofender e Ser Ofendido | Giving and Taking Offence, entre as 16.15 e as 18.30 horas


18 Junho 2007

Where is the Love? Onde está o Amor?

12 Junho 2007

Participação na Conferência Ofender e Ser Ofendido

Abaixo, neste blogue, já tivemos a ocasião de disponibilizar o programa da Conferência Ofender e Ser Ofendido, para consulta dos interessados em participar nas sessões.

A pedido de várias pessoas, disponibilizo aqui a minha sinopse sobre a comunicação que me propus apresentar, no dia 21 de Junho, entre as 16.15 h e as 18.15h, na Universidade de Aveiro:


::SINOPSE::

A Comunicação Não-Violenta

na prevenção de conflitos nas escolas

Parece-nos importante distinguir o conceito de violência do de conflito. O Conflito, em si, não é violento. A forma de resolver o conflito é, ela sim, muitas vezes, violenta. A violência é uma consequência da rivalidade, da tensão, do desacordo entre as pessoas.

A escola é um espaço complexo, onde as relações interpessoais possuem um lugar fundamental, porque nele interagem professores, alunos, pessoal não docente, pais e encarregados de educação, entre outros elementos representantes da comunidade local. Por isso, tentaremos analisar a problemática do conflito e da pertinência da aplicação de técnicas de comunicação interpessoal neste sistema.

Tentaremos propor, também, pistas ou orientações possíveis para uma melhor convivência no seio da comunidade escolar.

Como pedagogos, sejamos pais, educadores ou professores, devemos esforçar-nos por favorecer a responsabilidade e não a disciplina, a solidariedade em vez da rivalidade, a empatia em detrimento da indiferença e do desprezo, a autonomia ao invés da submissão.

Nesta cultura da competição, onde uns mandam e outros obedecem, onde uns perdem e outros ganham, devemos eleger a partilha e a cooperação como forças capazes de mudar esta crescente tendência ameaçadora para as actuais gerações e as vindouras.

Com esforço e persistência, auxiliando-nos de métodos e técnicas de comunicação adequadas, tomaremos consciência da nossa forma de pensar e de agir e regularemos a nossa postura perante nós próprios e os outros.

Daremos especial atenção aos sentimentos e às necessidades das pessoas envolvidas na comunicação, à escuta activa, à empatia, à não-violência e à cultura da paz.

José Paulo Rodrigues dos Santos

mediadornaescola@gmail.com

Licenciatura em Português e Francês (Universidade de Aveiro)
Gestor de Projectos no Centro de Formação de Entre Paiva e Caima
Especialização em Mediação de Conflitos em Contexto Escolar
Co-autor do blogue “CNV Comunicação Não-violenta”
http://comunicacaonaoviolenta.blogspot.com