Entre a Babel e a Escuta

 

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Inspirado pela leitura da encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, não pude deixar de refletir e escrever sobre o nosso tempo — uma reflexão que partilho também no meu artigo de opinião publicado na Revista Visão (26.05.2016).

Nunca comunicámos tanto, mas compreendemo-nos cada vez menos. A humanidade parece caminhar para uma nova Babel — não por falta de palavras, mas por ausência de escuta.

O problema não é a tecnologia. É o modo como estamos a abdicar da relação em nome da rapidez, do desempenho e da eficiência.

É por isso que a Comunicação Não Violenta se revela hoje essencial: reaprender a escutar, reconhecer o outro e reconstruir o sentido da linguagem como espaço de encontro.

Mais do que nunca, é urgente formar educadores, professores, alunos e famílias. Porque comunicar não é apenas transmitir — é cuidar da relação.

Porque, sem escuta, não há comunidade.
E sem comunidade, não há futuro humano.

 

 


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